Hoje no metro encontrei-me a olhar com grande interesse para uma das orelhas de uma rapariga (para os interessados, sim sim ela era boa :D) que ia na mesma carruagem que eu. A certa altura lá me veio o momento de clareza. O dito momento aconteceu exactamente na altura em que eu identifiquei, na orelha da já referida pessoa do sexo oposto, um brinco e um piercing... Ou julgava eu, porque afinal onde é a fronteira entre o ser brinco e ser piercing? Será que ela existe? E se existe será que é igual para toda a gente? Existirá um "standard"? Havendo um "standard" há que decidir os intervenientes na implementação do mesmo. Todas estas questões são de extrema importância pelo que acredito que, como eu, milhões de pessoas já tiveram estas dúvidas. Assim, estando o ser humano numa eterna procura de conhecimento , vou em seguida tentar responder a algumas das questões que coloquei acima e levantar outras igualmente importantes sem dúvida.
Em relação à existência da fronteira entre o piercing e o brinco penso que não deixa margem para dúvidas. A resposta é, penso eu, sim existe uma fronteira. E eis o argumento irrefutável: existem brincos e piercings. Penso que perante tal argumento nem com factos iam lá!
Estando esclarecida a existência da fronteira podemos passar à questão fulcral, de maior relevância, mais importante e significativa. E essa questão é: Onde se encontra a dita cuja fronteira? A resposta mais lógica e aparentemente mais justa seria que a fronteira se deveria encontrar no "meio" da orelha de modo a proporcionar igual espaço para a colocação de brincos e piercings. E se este assunto fosse simples a solução seria mesmo essa. Infelizmente, a questão da localização da fronteira brinco/piercing não é apenas geográfica e matemática mas também moral/ética e estética. Lembra-se de eu ter mencionado a criação de um "standard" para a fronteira? Bem, é agora que esse "standard" faz mais sentido pois é necessário estabelecer regras de modo a não haver descriminação em relação a uma das partes. Apesar da elevada discussão que este tema tem tido nenhum "standard" foi até à data atingido. Existem aqueles que acham que os brincos deveriam ter uma maior área disponível em relação aos piercings graças a estes últimos terem uma conotação mais negativa em relação aos primeiros. Outros argumentam que em termos de estética os piercings tem um maior potencial pelo que se deveria dar mais área de orelha a eles.
Como conclusão e até o "standard" ser atingido, aconselho a cada um de vós, em consciência, a ponderarem o assunto e a optarem pela fronteira que mais vos convém. Fazendo isto sem colidir com as opiniões que outros poderão ter. Afinal, a liberdade de uns termina quando a de outros começa.
1 comentário:
Discirdo. Primiero porque tenho esse direito. Segundo porque sou naturalmente do contra. Ora bem por muito democrática que possa ser a orelha, numa sociedade civilizada, não pode haver uma desbandada total acerca da fronteira. Deve se eleita com urgência uma comissão que estude avalie e implemente as regras para a delimitação desta fronteira. É urgentissimo, o pais não pode continuar sem ter legislação nesta matéria. Senhor PM, senhores deputados estejam sejam ferozes no ataque a este problema. E aos restantes cidadãos deste pequeno jardim a beira mar, digo apenas, ponham os olhos no Yoshep e sejam intreventivos como ele.
Por portugal, pelos portugueses.
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