sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Porque nem tudo são momentos de clareza...


Este ano ao prémio nobel da paz foi atribuido ao meio ambiente, e ao seu representante mais medático do momento:Al Gore. Não posso dizer que não esteja de acordo com a entrega do prémio. A atribuição do prémio nobel da paz normalmente destina-se mais a dar destaque a um conflito onde os valores humanos são violados. É um prémio mais "temático", que denuncia de uma forma global e muito mediática, que chama a sua atenção social e politicamente. Se repararmos bem existe de facto uma guerra com o meio ambiente,e como todas as guerras existem vitimas:toda a humanidade.
O que coloco aqui em causa, é a escolha do seu representante. Como pode ser possivel entregar um prémio destes a uma pessoa que fez parte de um governo politico, e por conseguinte apoiou as suas decisoes,como o ataque a instalações no Sudão referindo tratar-se de instalações onde seriam fabricadas armas quimicas, e veio-se a confirmar que afinal eram instalações de produção medicinais, um governo que levou a guerra ao Kosovo, ao Afeganistão, Kenya e Tanzania... para um prémio que visa valorizar a harmonia entre os povos e prezar os valores humanos, quer-me parecer que a escolha do seu representante para a temática do meio ambiente resultou de um grande momento de escuridão.

1 comentário:

Fulano de Tal disse...

Não é própriamente inédito um politico (incluindo politicos que dedicaram parte da sua vida a fazer a guerra) receber o prémio nobel da paz.

Assim de repente ocorrem-me tres:

Jimmy Carter,
Henry Kissinger,
Yasser Arafat (e o primeiro israelita da altura).