A resposta imediata é não, não me parece que o homem enquanto espécie seja mais inteligente hoje do que era há 2, 3, 4 ou 40 mil anos...
Então como explicar que hoje exista um conhecimento muito mais alargado da forma como funciona o universo do que aquele que existia à uns meros 50 ou 100 anos? Ou como explicar que nos últimos 500 anos, o conhecimento da humanidade tenha evoluido mais do que nos 20000 anteriores?
Bem, a mim não me parece que a última frase seja verdadeira. A verdade é talvez que hoje desvalorizamos os enormes progressos que foram sendo feitos ao longo dos milénios, progresso esse que foi feito não à custa de grandes génios cujo nome fica para sempre na história, mas sim por pessoas comuns, que ao longo de gerações criaram e deixaram conhecimento vital para que actualmente fosse possivel pensar, entre outras coisas, em colonizar outros planetas.
Entre esses progressos incluem-se a criação de linguagens abstractas, a criação de simbolos para representar essas linguagens, a criação da arte, o desenvolvimento da agricultura, a criação de ferramentas para dominar a natureza, entre muitas outras invenções que são para nós hoje coisas sem grande importância, mas sem as quais todo o progresso ciêntifico que temos experimentado não seriam possíveis.
Isto remete para outra questão. O que é afinal a inteligência? Será que se pode classificar a inteligência como a quantidade de conhecimento?
Se assim fosse, juntando numa sala alguns computadores com alguns terabytes de informação, estes seriam muito mais inteligentes que qualquer pessoa.
A inteligência é o processo de extração de novos conhecimentos a partir dos conhecimentos que já temos. Como tal nós temos, em relação ao homem da idade da pedra, a vantagem de vários milénios de criação de conhecimento.
Numa versão modificada da famosa citação de Newton "If I have seen a little further it is by standing on the shoulders of Giants":
Se hoje vemos mais longe, é porque nos encontramos no topo de uma pirâmide de vários milhões de anões.
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