terça-feira, 29 de maio de 2007

A forma como se dizem as coisa...

Hoje estava por aqui a ver o noticiário quando de repente salta uma notícia em que o repórter afirmava o seguinte: "Em Portugal morrem três pessoas por dia em acidentes...blablabla". Ora muito atento aos pormenores da matemática suspeitei que o moço se referisse a valores médios, no entanto na frase que prenunciou, assim como em todo o contexto da reportagem, a palavra média ou algum sinonimo nunca foi empregue.

Vai dai comecei a imaginar como seria um mundo em que o moço tivesse razão, imaginei por exemplo uma associação responsável por fazer cumprir este número, chamei-lhe de Associação para o Cumprimento do Valor do Numero de Mortes Diárias em Acidentes Automóveis (ACVNMDAA - sigla feia). Seria esta associação responsável garantir que exactamente por dia morriam sempre 3 pessoas. Imaginemos por exemplo as 23:50 de um qualquer dia em que ainda só tinham morrido 2 pessoas, ouvem-se sirenes a surgir pela rua de repente um carro com um tipo bêbado e com luzes e sirenes atravessa a cidade ao primeiro carro que vê provoca um choque frontal. Logo de seguida vem um outro carro para garantir que tinha havido um morto. Claro que se por acaso houvessem 2 pessoas no carro um dos corpos teria de desaparecer assim num instante sem ninguém reparar, senão lá ia o nosso número. A chatice seria por exemplo quando às 00:10 acontecesse um qualquer acidente em que morriam logo 3 pessoas, a parti dai esta associação seria responsável por fazer desaparecer cadáveres ate a 00:00 do dia seguinte. É pá ia ser um trabalho do caraças. E então imaginem um choque frontal entre 2 autocarros a 120 Km\h ou algo assim. ...Dase.

A minha imaginação não parou mais, as já é tarde para descrever isso agora…Estes tipos, a meu ver, deveriam perceber um pouco mais de matemática.

5 comentários:

Bufa disse...

...a meu ver tens demasiado tempo livre

Carlos Figueiredo disse...

why?

Zé Luis disse...

Sim... Vem aqui o gajo com a sua clareza que ultimamente se tem mostrado difícil de aparecer e pões logo o gajo abaixo... Depois vêem com acusações de 'então onde anda a tua clareza' e assim. Não acho bem...

Fulano de Tal disse...

Pah, n me parecia mal a existência dessa associação (embora precisasse de uma sigla mais apelativa) mas o que essa associação deveria fazer era garantir q só morriam sempre 3 pessoas. Tipo havia um acidente com um autocarro, e estavam várias pessoas para morrer, mas qd chegasse ao numero 3, os inspectores dessa associaçao chegavam à beira das pessoas e diziam: "- Meus amigos, hoje já n pode morrer mais ninguem, podem ir todos para casa", e as pessoas iam...

Carlos Figueiredo disse...

Essa de hoje nao poder morrer é bem...estives-te bem. Lembra-me o livro que ando a ler, As intermitencias da morte.